O Blog do Vilão


Zumbis

Um dos motivos pelos quais parei de escrever em meu blog é que quase nunca termino o que começo. Será que se eu tomar um ou outro medicamento tarja preta eu resolvo isso? Provavelmente...

O outro motivo é meu filho. Ou, melhor, meus filhos. Antônio, Renata, Cauré [!] e Pedro Henrique. Meus zumbis. É um projeto que acalento há anos e, finalmente, está indo para o papel. Quando lançá-lo, aviso a todo mundo.

Claro, se eu conseguir lançá-lo. E se o mundo não acabar. E se eu não morrer.

E virar zumbi.



Escrito por Fabrício Rocha às 17h32
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Tattoo

 

 

Fiz uma tatuagem nova. É minha segunda, na verdade. É um morcego eclipsado por um ponto de interrogação.

Essa tattoo gerou alguns dos diálogos mais bestas que já fui obrigado a estar envolvido.

Claro que não dei as respostas que estou escrevendo aqui. Mas que deu uma vontade...

 

X: “Você pagou por essa tatuagem?”

Eu: Não, veio na cesta básica.

 

X: “Você gosta do Batman?”

Eu: Não, achei que um morcego preto numa elipse amarela era o símbolo da Barbie.

 

X: “Você que quis fazer?”

Eu: Não, me amarraram e me ameaçaram com um livro do Paulo Coelho.

 

X: “É um morcego?”

Eu: Não, é o Bob Esponja.

 

X: “É um ponto de interrogação?”

Eu: Não, é uma girafa presa em uma poça de areia movediça passando pelo quarto estágio da morte anunciada, a depressão.

 

X: “Por que você fez?”

Eu: Eu sempre quis ter tatuado o Bob Esponja envolto por uma girafa presa em uma poça de areia movediça passando pelo quarto estágio da morte anunciada, a depressão.

 

E a clássica (que eu perdôo):

 

X: “Doeu?”

Eu: No começo sim, mas depois me acostumei (dependendo do seu nível de malícia, você vai rir. Ah, safada!)

 

Agora, tenho que admitir, outro dia estive envolvido em um diálogo e eu fui protagonista de uma das perguntas mais cretinas que se tem notícia.

 

X: Fá, hoje é a missa de sétimo dia de Y.

Eu: Ele morreu?!?



Escrito por Fabrício Rocha às 09h37
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Love kills

 

I’m not bad. I’m just drawn that way.

Jessica Rabbit – Who framed Roger Rabbit

 

Ok, Anninha, você pediu, voltei a escrever em meu blog.

Não sei o que escrever, para ser bem sincero.

Dias atrás aconteceu algo, no mínimo, estranho. Chorei ao assistir a um filme. Sou humano.

Há filmes que eu não consigo assistir sem derramar lágrimas, no fim. “Cinema Paradiso”, “Beleza Americana”, “O Sexto Sentido”, “Gladiador”. Chorei ao ler as três primeiras páginas de “Marley e eu”. O engraçado é que só tinha o índice.

Peraí, eu já falei sobre isso. Fico anos sem escrever no meu blog e, quando finalmente faço isso, repito assunto.

Òtimo.

Ah, não disse qual foi esse último filme que me fez chorar, né? Nem vou dizer.

A propósito, eu não sou mau, só não gosto de sair do personagem.



Escrito por Fabrício Rocha às 13h54
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Life doens't make sense

Algumas pessoas têm estranhas manias. Se não acendem um canudo feito de papel recheado de alcatrão, nicotina e incontáveis substâncias cancerígenas, ficam se comportando como crianças mimadas, fazendo beicinho, cara feia e aplicando golpes baixos de jiu-jitsu no pobre porteiro do prédio ou no Office-boy da companhia. Outros, se não ingerem líquidos obtidos com fermentação da garapa de cana-de-açúcar ou do melaço e sua posterior destilação (Deusa Wikipedia rules) começam a tremer, babar e ter delírios com discos voadores pilotados por seres que lembram a Scarlett Johansson.

E eu?

Se eu não escrevo, começo a achar que nada faz sentido.

Então volto a escrever.

Ta, daí alguém vai me perguntar sobre as entrevistas com os vilões.

Deixa pra lá.

Fora isso, nem sei mais o que escrever. Parei de escrever porque me expus demais. Exagerei. Não me arrependo de nada que escrevi. O problema é que me dá essas nóias de escrever sempre que algo dá errado. Não quero transformar isso aqui em um Muro das Lamentações.

Claro, a Dona Morte resolveu dar as caras e levou minha avozinha. Isso me deixou mal. Mas a Morte faz parte da vida, sempre soube disso. A vida não faz sentido, a morte é auto-explicativa. A vida é complexa, a morte é simples. A vida é cheia de incertezas. Menos uma.



Escrito por Fabrício Rocha às 17h51
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AVISO AOS NAVEGANTES

O dEMÓSTENES estah vivu i paça ben.

Afinau de contas, naum eh fassiu intreviztar um geday fodazticu y sair soh cum dor di gargangangarta.

Masi otras intrevizta jah taum pronta i breve seraum pubricadas.

Gargameu, Godisila, geison vorrris, predador, aliem...

Aguardi.

HEMENGARDA - diretora, redatora, iluminadora, servente de pedreiro e vigia noturna. Ou não.



Escrito por Fabrício Rocha às 22h55
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Entrevista da semana

[Antes de começar a entrevista, nosso repórter muito estranhamente está tentando pegar uma mosca com a língua]

Demóstenes Astolfo Dias– Boa noite a todos. Seguimos hoje com a nossa série de entrevistas com os maiores vilões da cultura pop. Semana passada, tivemos a honra de entrevistarmos um membro da Realeza. Hoje temos um membro do Império. Ele nasceu no distante planeta de Tatooine, correu em pods, enfrentou monstros, viajou pelo universo e foi a segunda pessoa mais importante de todas as galáxias. Com vocês, Darth Vader. Boa noite.
Darth Vader – [Permanece impassível].
Demóstenes – Boa noite, Darth Vader. Começamos a entrevista.
Darth Vader – [Não reage]
Demóstenes – [Vira para a produção e sussurra para Hemengarda, a diretora do programa] Ele é surdo? [Vira-se novamente para o entrevistado e fala em um tom de voz mais alto] Boa noite, Darth Vader!!!
Darth Vader – [Ouve-se apenas sua respiração, bastante alta].
Demóstenes – [Vira os olhos e suspira] Lembrei. Boa noite, my lord.
Darth Vader – Boa noite.
[A produção do programa suspira aliviada]
Demóstenes – É um grande prazer tê-lo aqui essa noite.
Darth Vader – O prazer é... meu. Só... meu.
Demóstenes – [Olha receoso para o entrevistado] Como tem sido sua vida agora que acabaram os filmes?
Darth Vader – Tenho participado de muitas convenções de fãs, dado muitas palestras em Universidades. Fiz algumas peças de teatro e alguns comerciais para a TV.
Demóstenes – Sim, eu vi o comercial de filtro solar que você fez.
Darth Vader – Além disso, estamos lançando vários produtos baseados na tecnologia do sabre de luz. Lançamos o canivete suíço de luz, o palito de dente de luz, o bisturi de luz, os talheres de luz, espeto para churrasco de luz, jogo de dardos de luz...
Demóstenes – E você não...
Darth Vader – Os espetos para petiscos de luz, a furadeira de luz, a britadeira de luz, o motor para tratamento de canal de luz, as tachinhas de luz, agulhas normais, de crochê e de tricô de luz, alfinetes de luz, prendedores de fraldas de luz...
Demóstenes – E você não...
Darth Vader – Os pregos e parafusos de luz, alicates de unha de luz, serras de luz, cotonetes de luz, supositório de luz...
Demóstenes – Algo mais?
Darth Vader – Não. Ah, tem a escova de dentes de luz, o fio dental de luz, o furador de orelhas de luz...
Demóstenes – Você não gostaria de tirar a máscara?
Darth Vader – Ah, sim, seria ótimo, obrigado. [Tira a máscara]
Demóstenes [Observa o rosto de Darth Vader sem máscara por alguns instantes e engole em seco] Não gostaria de colocar sua máscara de novo?
Darth Vader – [Colocando a máscara novamente] Toda vez é a mesma coisa, ninguém consegue conversar comigo olhando nos olhos...
Demóstenes – Eu percebo que sua roupa é bastante desconfortável. Você sempre fica vestido da cabeça aos pés. Essa sua armadura deve pesar bastante, sua roupa é preta, o que deve fazer com que você sofra muito quando vem visitar países tropicais como o Brasil. Você usa uma capa e... Por baixo da capa, isso é uma... saia?
Darth Vader – Na verdade, é mais uma espécie de...
Demóstenes – Gay... gay... gay... gay...
Darth Vader – Como disse?
Demóstenes – Você poderia me explicar como funciona a Política no espaço Sideral? Há certas coisas que eu não entendo. Há muito nepotismo, não? Do nada, o Palpatine te deu um cargo de confiança importantíssimo. Ele nem te conhecia direito, mas fez de você seu braço direito e Lord dos Sith. Pode explicar isso?
Darth Vader – O imperador Palpatine fez isso porque ele é...
Demóstenes – Gay... gay... gay... gay...
Darth Vader – Hã?
Demóstenes – E a Amidala? Primeiro ela era rainha, depois virou senadora... Como assim?
Darth Vader – Ah... Amidala...
Demóstenes – Em todas as pesquisas sobre os piores vilões ou os vilões mais legais de todos os tempos, seu nome sempre é citado. Todos dizem quão amedrontador, quão perverso, quão mau você é. Mas nunca se preocuparam em ver que você passou a infância como escravo, sendo explorado por aquele canalha do Watto, que você foi separado de sua mãe muito cedo para ir para o treinamento Jedi, e que depois você a encontrou agonizando, que você perdeu sua esposa, a pessoa que mais amava, e não acompanhou seus filhos durante a vida deles. Isso tudo não fez com que você fosse uma pessoa sofrida? Abra seu coração para a gente, como foi ter uma vida tão trágica?
Darth Vader – [Abaixa a cabeça, pensativo] Para ser sincero, o que você disse é bem verdade... Tudo o que eu queria era ser feliz ao lado de minha...
Demóstenes – Gay... gay... gay... gay...
Darth Vader – Como disse?
Demóstenes – Você trouxe seu sabre de luz? Posso vê-lo?
Darth Vader – Claro. Aqui está.
Demóstenes – Como funciona?
Darth Vader – Basta apertar esse botão vermelho aqui.
Demóstenes – Aperto uma vez e solto ou mantenho pressionado? Não há uma trava de segurança nisso aqui?
Darth Vader – Não.
Demóstenes – Você nunca ativou acidentalmente seu sabre de luz em uma hora imprópria?
Darth Vader –Sim, mas eu pensei no Jabba the Hutt e tudo voltou ao normal.
Demóstenes – [Faz cara de quem não entendeu] Então para ligar basta eu...
Darth Vader – Cuidado!!!
[Demóstenes aciona o sabre de luz e corta uma das mãos de Darth Vader. Ambos olham para a mão caída no chão]
Demóstenes – Puxa vida, que acidente horrível. Sinto muito.
Darth Vader – Não tem problema, isso acontece o tempo todo na minha família.
Demóstenes – Voltando ao tema do Império. Vamos pensar o seguinte: você construiu a Estrela da Morte. Pelo que vi na Wikipedia, ela tinha um diâmetro que ficava entre 120 a 160 quilômetros. Duzentos e sessenta e cinco mil e seiscentas e setenta e cinco pessoas trabalhavam nela. Uma pergunta: pra que isso?
Darth Vader – A estrela da morte era o maior orgulho do império. Nunca na história do universo houve arma tão poderosa. Era capaz de destruir um planeta inteiro. Foi o que fizemos com...
Demóstenes – Alderaan, o planeta onde a Princesa Léia foi criada.
Darth Vader – Exato.
Demóstenes – Qual a vantagem disso?
Darth Vader – Como?
Demóstenes – Qual a vantagem de destruir um planeta inteiro?
Darth Vader – Semear o medo no coração de nossos inimigos.
Demóstenes – Hum... Sei. E já dizia o Yoda que o medo era o caminho para o lado negro. Então, ficando com medo, todos iriam para o lado negro e não teríamos mais combates de sabres de luz. Aliás, eu nunca entendi por que os caboclos do lado negro sempre usavam sabres de luz com feixes vermelhos.
Darth Vader –Vermelho é a cor que inspira...
Demóstenes – Gay... gay... gay... gay...
Darth Vader – Disse algo?
Demóstenes – Não. A propósito, voltando ao tema do planeta, pra que destruir um planeta inteiro? Você matava os inimigos, mas também acabava com um ponto estratégico em uma batalha, pulverizava todas as riquezas que poderiam ser pilhadas, matava todos os possíveis escravos ou soldados...
Darth Vader – Não somos piratas...
Demóstenes – E pra que fazer algo tão grande que um simples mané com um caça x-wing sozinho, repito, sozinho, conseguiu destruir?
Darth Vader – Bem, mas depois refizemos a estrela com quase o dobro do tamanho.
Demóstenes – E um bando de rebeldes em condições precárias e com ajuda de um monte de bichinhos fofinhos conseguiram destruir.
Darth Vader – ...
Demóstenes – Fala sério, pegou muito mal para o Império ser derrotado por um bando que nem armas tinha direito. E o que é pior, duas vezes. E o que é pior ainda, na segunda vez, foram ajudados por... ewoks. O que eram aqueles bichos? Ursinhos Puff siderais?
Darth Vader – O que são...
Demóstenes – Percebi nos filmes que você tem um poder muito grande, que consegue levantar e locomover objetos muito maiores que você. Teoricamente, você nem precisaria de braços nem pernas. Por que você colocou esses braços e pernas mecânicos? Era só usar a força para se locomover ou lutar.
Darth Vader – Eu não posso usar a força...
Demóstenes – Sei que você é durão, poderoso, fodástico, mas também é um grande mané. Nego sempre te enganou: primeiro foi o imperador que te disse que foi você mesmo quem matou a Amidala, depois foi o Obi-wan Kenobi que escondeu seus filhos de você... Mas o que eu não engulo é que você acredita até hoje que não teve pai, que é filho duns bichinhos chamados midi-chlorians... Puxa, tá me dando algo engraçado na garganta, parece que estou sufocando. Só uma última pergunta antes de terminarmos a entrevista... Cóf, cóf... A Amidala parecia muito aquela atriz, a Natalie Portman... Cóf... Argh... Você assistiu àquele filme, "Closer"? Ela era igualzinha mesmo... Cóóóóóóffff...

[A entrevista teve que ser cortada aqui pelo motivo de nosso repórter ter ficado afônico]

Próxima entrevista (se o Demóstenes recuperar a voz): Gargamel



Escrito por Fabrício Rocha às 17h44
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Entrevista com o vilão

Sempre temi que esse dia chegaria, mas chegou.

O Blog não me pertence mais.

Foi por opção minha, diga-se de passagem.

Explico. Cansei de escrever sobre mim mesmo. Tudo bem, já enfatizei bastante que a definição de blog é “diário virtual na Internet” ou coisa que o valha, porém eu estava sempre falando das mesmas coisas.

Mas algumas pessoas ainda lêem isso aqui. Não seria justo deixá-las na mão. Então fiz uma seleção. Coloquei um anúncio e chamei vários repórteres para ver quem ficaria escrevendo no meu lugar até eu ter assuntos diferentes de novo.

O vencedor foi o Demóstenes.

Sei, nome estranho (Foi mal, Demóstenes).

E ele, para ser sincero, nem é um repórter de verdade. Ele apareceu aqui por acaso no dia das entrevistas. Ele é o cobrador das casas Bahia que veio pegar minha geladeira de volta por falta de pagamento. Mas como ele foi o único entrevistado que conseguiu escrever “exceção” corretamente e não ficou fazendo perguntas inconvenientes sobre cestas básicas e coisas do tipo, ganhou o cargo. E eu não perdi minha geladeira.

Sei que o máximo que ele fez foi a quinta série no MOBRAL e tem um diploma do curso de datilografia forjado pela filha do dono da escola, com quem ele tinha um caso (com a filha, não com o dono), e a única referência que ele me deixou foi uma foto com sua mãe (com a dele, não com a sua) mas sei que ele vai fazer bonito aqui no blog.

Ah, antes que eu me esqueça, a função dele é entrevistar vilões, afinal, isso ainda é o Blog do Vilão. Não permiti que ele falasse da vida dele. O único porém é que ele terá que colocar as transcrições das entrevistas, não dá para pôr vídeos aqui por enquanto. E onde ele vai arranjar vilões e como vai fazer para entrevistá-los é problema dele. E peço encarecidamente que ele não dê uma de Jô Soares e deixe os entrevistados falarem. Aí embaixo vocês podem conferir a primeira entrevista dele. Bem, não a primeira, pois a primeira de verdade deu alguns problemas... Um dia ele conta a vocês.

Bem, odeio despedidas. Elas me fazem chorar. Adeus, todo mundo. Seja bem-vindo, Demóstenes.

 

Entrevista com o Vilão!!!

 

Demóstenes Astolfo Dias– Olá. Eu já fui apresentado no texto ali em cima, então vou direto ao assunto. A cada semana, vou entrevistar um vilão diferente, seja ele vindo do cinema, dos quadrinhos ou da literatura. Como sou adepto da filosofia “As damas primeiro”, temos aqui hoje não um vilão, mas uma vilã. Boa tarde, Rainha Má.

Rainha Má da Branca de Neve – São nove horas da noite, cretino.

Demóstenes – Eu é que agradeço a sua presença aqui.

Rainha Má – [Vira os olhos e faz gesto de negação com a cabeça]

Demóstenes – Bem, minha primeira pergunta é: Você é rainha de onde?

Rainha Má – Hã... Eu...

Demóstenes – E como conseguiu o cargo? As circunstâncias nas quais seu marido, o Rei, morreu, não foram muito bem esclarecidas. Voltemos aos fatos. A população de... Seja lá onde for que você era rainha... estava insatisfeita com o fato de ele ter ficado viúvo e logo em seguida já ter se casado novamente.

Rainha Má – Ele tinha uma filha pequena e queria que ela tivesse uma mãe.

Demóstenes – Certeza que vocês não vieram da Inglaterra? O Rei, como todo bom inglês, só trocou de mulher quando conheceu uma mais feia. Veja os exemplos do John Lennon, Príncipe Charles...

Rainha Má – ...

Demóstenes – Voltando, além de o Rei ter se casado tão depressa, casou-se com você. Diga-me, o que fazia antes de ser rainha?

Rainha Má – Eu cuidava da casa...

Demóstenes – Da Luz Vermelha. Eu sei. Você gerenciava garotas de programa para todos os maridos infiéis do reino. Sua fama se espalhou bastante.

Rainha Má – [nada diz, apenas olha atônita para o entrevistador]

Demóstenes – Depois que seu marido morreu e você se tornou a única regente, qual foi a sua primeira medida em relação ao seu reino?

Rainha Má – Eu... procurei... hã... ouvir...

Demóstenes – O Espelho Mágico. Vamos ser sinceros. Com um monte de perguntas realmente importantes, você passava os dias fazendo a mesma pergunta para o pobre espelho. [Imita a voz da Rainha] “Espelho, espelho meu, há alguém no reino mais bonita do que eu”? Ora, francamente. Você ainda possui esse espelho?

Rainha Má – Sim, está no meu palácio.

Demóstenes – [Tira uma folha de papel amarelada do bolso e entrega para a Rainha] Por gentileza, faça essas perguntas aqui para o espelho. São bem mais interessantes.

Rainha Má – [Tira seus óculos da Bolsa Prada e lê a lista com uma expressão aborrecida e arrogante].

Demóstenes – [Assobia uma bela melodia]

Rainha Má – [Olha Demóstenes por cima dos óculos] “Qual a fórmula da Coca-Cola”?

Demóstenes – [Assente, empolgado]

Rainha Má – “Qual o MSN da Scarlett Johansson”?

Demóstenes – E o celular, se possível.

Rainha Má – “Quero saber se você cospe ou engole”. Pelo amor de Deus, estamos falando de um espelho! [Amassa a lista e a arremessa longe]

Demóstenes – [Olha para a lista por alguns segundos e seus olhos se enchem de água.] Hã... Ok... Agora eu teria que dizer uma palavra e você me diria a primeira coisa que viria à cabeça, mas isso não teria graça. Eu diria “ator”, você diria “Steve McQueen”, “Atriz”, “Queen Latifah”, “Música”, “Dancing Queen”, “Banda”, “Queen”... Seria chato. Tudo bem. Onde eu parei? Ah, sua forma de governo. Quais foram seus planos para saneamento básico do reino?

Rainha Má – Distribuí rolhas para a população.

Demóstenes – Alimentação?

Rainha Má – Não precisei fazer nada, eles comiam as rolhas.

Demóstenes – Medicina?

Rainha Má – Contratei o Mengele, o Farah Jorge Farah, Marcel Petiot, Harold Shipman, Edson Izidoro Guimarães...

Demóstenes – Educação?

Rainha Má – Ensinei a plebe a pedir desculpas depois de arrotar.

Demóstenes – Segurança?

Rainha Má – Eu tinha dois, o Jack Bauer e o Chuck Norris.

Demóstenes – Reforma Agrária?

Rainha Má – Mandei os sem-terra para Marte. Bastante terra vermelha para plantarem cana.

Demóstenes – Estradas?

Rainha Má – A estrada de Tijolos Amarelos de Oz. Obra superfaturada, CPIs, uma dor de cabeça...

Demóstenes – Água e Esgoto?

Rainha Má – A população confundia, fazia suas necessidades em uma e tomava o outro.

Demóstenes – Voltando ao tema do espelho, você não acha que ele, na verdade, era uma metáfora para a exteriorização de seus desejos frustrados? Veja bem, uma mulher que de repente vira rainha, fica viúva, tem todo o luxo possível e imaginável, um reino só para si, ouro e jóias... Ela se olharia no espelho e se acharia a mulher mais bonita do mundo. Não que ela fosse, mas seria o sentimento sobre si mesmo exteriorizado por uma simbologia mitológica, como o espelho de Galadriel do Senhor dos Anéis. Mas essa mesma mulher vê a enteada entrar na adolescência, começar a ficar com os seios fartos, os lábios carnudos, os quadris largos, os olhos que chamavam para o pecado... Ela começa a se sentir intimidada, sua auto-estima cai, ela percebe os pés-de-galinha e a flacidez tomando conta de seu corpo e o espelho começou a “dizer” que Branca de Neve era a mulher mais linda. Não foi muita coincidência, com tanta gente no mundo, o espelho achar justo você e depois a garota as mulheres mais lindas?

Rainha Má – Eu... Nunca...

Demóstenes – E, sejamos ainda mais francos, nunca achei a Branca de Neve muita coisa. Ela poderia ter cabelos negros como o ébano, os lábios vermelhos como rubi e a pela branca como a neve... Mas era feia que dava dó. E você também não é lá essas coisas – nada pessoal, diga-se de passagem.

Rainha Má – [Gagueja algo incompreensível]

Demóstenes –Mas algo que eu nunca me conformei, além de fazer perguntas inúteis para o espelho, por que você não usou sua magia e simplesmente ficou mais bonita do que Branca de Neve? Para que toda aquela história de mergulhar uma maçã em sonífero e virar uma velha para enganar a garota? Fizesse um encanto para ficar mais bonita, tão mais fácil. Ou melhor, você era a rainha, podia gastar com o que quiser... Colocasse um botox, silicone, fizesse uma dieta, spinning, pô, você ia ficar...

Rainha Má – [Retoma a compostura] – Na minha época, aos vinte anos, as mulheres já haviam parido oito filhos, estavam desdentadas, gordas, cheias de celulite, estrias e com tudo caído. Olha isso aqui. [Fica de pé e deixa o vestido cair].

 

[Alguém manda interromper a entrevista, a imagem some por instantes. Quando volta, a Rainha está novamente em seu lugar, vestida, olhando para o espelho e retocando a maquiagem, mas o entrevistador sumiu como por encanto. Momentos depois, ouviu-se apenas os gritos das funcionárias do estúdio quando encontraram um enorme sapo segurando um microfone]

 

Próxima entrevista (se conseguirmos achar nosso repórter): Darth Vader.



Escrito por Fabrício Rocha às 12h54
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Pensamentos soltos, desconexos...

What the Schnitzel?

The Woodsman (Jim Belushi) – Deu a louca na Chapeuzinho.

 

Preguiça de escrever.

Aqui vão alguns pensamentos que tive nos últimos dias. Há de tudo um pouco: pensamentos sérios, idiotas, que poucas pessoas vão entender ou aqueles que só eu vou entender.

Para meio entendedor, boa palavra basta.

 

“O Brasil é o maior país católico do mundo. Setenta por cento dos usuários do Orkut está no Brasil. O Brasil é o país do futebol. Nasci no lugar errado”.

 

 

“Sem cerveja consigo ficar mais centrado. E dar menos foras”.

 

“Não vou mais rir forçado quando não achar graça de algo. Sinto-me um idiota fazendo isso”.

 

“Shakira... Que quadris”...

 

“Não vou mais ler meus livros. Depois não devolvo na estante e vira aquela zona de novo”.

 

“Agora tenho o Tumbler! O Coringa e o Espantalho! O Batsinal”!

 

(Ao ler uma manchete da folha de São Paulo: Adultos maduros acham Batman demente de pijama)

“WTF^^ ”!!!

 

“Concentração... Concentração”...

 

“Ah, não, você de novo”?!?

 

“Tocar air drums dá TANTA dor no corpo assim”?!?

 

“Preciso lavar a louça... Mas essas tartarugas pulando no teto são tão bonitinhasSSSSZZZZZZZZZZ”

 

“Tem umas menininhas que não podem ver uma câmera digital que já viram de perfil e colam o queixo no ombro fazendo pose de “A inocente” ou “A gostosa” ... Credo”!

 

“Você não vai vir com aquela conversa de novo, vai? Vai... Não creio”...

 

“Quem faz isso não é muito certo da cabeça. E eu faço. Isso não é bom”.

 

“Varrer a casa ouvindo Amy Winehouse... A que ponto eu cheguei”?

 

Critters have feelings too -

Escrito por Fabrício Rocha às 12h49
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De novo, a dualidade humana.

Ontem estava muito feliz.
Escrevi um post a seis mãos.
Hoje estou tudo, menos feliz.
Escrevi um post... Sozinho...

É perturbador. Falei de coisas que achei que levaria para o túmulo comigo.

Post a seis mãos. Pééééééééééé

 

Certas coisas realmente pegam fogo.

Castro Alves

 

Esse é o primeiro post escrito a seis mãos.

Tava ficando chato eu só falar de mim.

E eu sempre falo de dois caras e hoje eles estão aqui.

Então, com a palavra, Pedraum e lakf. Não exatamente nessa ordem.

 

Divirtam-se

 

Bem, lakf falando e... Bem, o que se pode esperar de uma noite garciana num Domingo (as 4:30 da manhã..)?

Um “vocës querem mais algo da cozinha” do Boulevar(d?)

Talvez um sertanojo muito estranho com pessoas igualmente estranhas dançando no Postão?

Mas o que mais vale nessa cidade, o que me faz ter um saudosismo talvez até saudável daqui são os amigos. A Má me falar “lakf, vamos nos encontrar pra sair” salvou minha noite.

O Pedrão que já tinha dado a idéia de passear de noite me inspirou a sair. Nem precisou de banho.

E foi solamente isso. Sair com os amigos, O Fabricião brotar, o Nando e o Kusu brotarem e falar muita merda durante a noite, banhados à vodka e vinho, inspirando muita coisa, que literalmente ateou fogo à cidade.

Pois bem. Aqui é o princípio do caos. Deixo o teclado ao Pedrão.

Night dawg.

 

The night is darker before dawn... a não ser q... ahn... coisas queimem... =P

 

A grande graça da coisa toda está ae... a despretensão e o acaso, algo realmente grandioso sair de um momento do qual esperávamos... nada? (Pééééhhhh)

 

“Here’s my card”... burnt...

O valor desses momentos únicos de amizade e cumplicidade (cof cof) é indescritível, não vale a pena perder tempo (e insipiração? Péééh) tentando descrever... mas aquele senso comum de q as coisas não planejadas e inesperadas são sempre mais divertidas sempre se confirma.

 

O calor do momento é algo realmente único, só realmente compreendido por aqueles q o presenciam... (flash!)

Mas, acreditem crianças, vale a pena buscar aquela fagulha de emoção e encantamento de um momento único, fadado a se extingüir como uma chama... quente!

 

Cultivem essa chama (cof cof^2) ardente em seus corações, queimem no ardor dos momentos brilhantes de... ahn... calor intenso dos seus corações (cof cof^3) q representam os momentos q ficaram marcados, como uma queimadura, para sempre em seus espíritos e destinados a tornarem-se cinzas. “Do pó viestes, ao pó retornarás...”

 

Anyone? Wanna talk?

 

Conclusão, vamos todos queimar nas chamas do Inferno... Ou não...

 

Muito bom o Pedrão e o lakf aqui comigo (não sabia que o nome dele era escrito com minúscula. Mal aê).

 

Enfim... Ah, antes que eu me esqueça: assisti ao filme do Batman, duas vezes.

Heath Ledger não deveria ter morrido.

E, sim, Jack Nicholson e Tommy Lee Jones que me perdoem, mas vi as melhores representações do Coringa e do Duas-Caras. Ever.

 

Não sei o que escrever. Meu cérebro não funciona e meus dedos travam. Sono...

 

Enfim.

 

Muito bom esse post. Gostei muito de ter tido a participação do Pedrão e do Lakf, ops, lakf aqui.

 

Boa semana. A todos.

 

Come on, baby, light my fire... Come on baby, light my fire... girl we couldn’t get much higher... try to set the night on... FIRE!

 

Batman

 

I am agent of chaos.

The Joker (Heath Ledger) – The Dark Knight.

 

Não vou falar sobre um herói, quero investigar o que pode dar sentido à vida de um homem que perdeu tudo.

Que perdeu os pais, pais que o amavam de verdade. Que perdeu a mulher de sua vida. Que, mesmo nadando em dinheiro, não vê algo de concreto na própria existência.

Como nos tornamos heróis?

Será que se a gente se tocar um dia que é filho de uma pessoa desequilibrada, que se preocupa apenas com o próprio sentimento de vingança... De uma pessoa que parece não pensar mais em nada a não ser nutrir um ódio mortal, inveja, uma ironia e um cinismo que torna impossível qualquer pessoa ter um fiapo de sentimento por ela... Será que se um dia a gente percebe que a única pessoa para quem você liga e dá a notícia “Minha filha nasceu” responde com um “Semana que vem eu vou aí, agora vai ter muita gente”...

Sério. Eu pedi para passar por isso?

Alguém tem noção da falta que os filhos fazem para um pai? Para um pai que ama as filhas de verdade e não algum ser mesquinho que só vê maldade no mundo?

Alguém sabe o preço que temos que pagar para morar sozinhos?

Às vezes chegar em casa e poder ter paz de espírito é muito bom.

Mas nenhum ser humano é uma ilha.

O preço que pagamos por amar é muito, muito alto.

Dá medo de começar a desenvolver um sentimento por alguém e ver esse sentimento nos fazer sofrer.

Não queremos amar para sofrer. Queremos completar e ser completados.

Ninguém tem o direito de nos fazer sofrer.

A menos que a gente se permita.

Pedrão, eu deveria ter te ouvido. Não buscar a completude em outras pessoas.

 

Repitam comigo:

 

Não buscar a completude em outras pessoas.

NÃO buscar a completude em outras pessoas.

NÃO buscar a completude em outras pessoas.

Nunca buscar a completude em outras pessoas.

NUNCA buscar a completude em outras pessoas.

NUNCA buscar a completude em outras pessoas.

Jamais buscar a completude em outras pessoas.

JAMAIS buscar a completude em outras pessoas.

JAMAIS buscar a completude em outras pessoas.

 

Enfim.

 

Ficar só por ficar é uma idiotice.

Hoje em dia é tudo muito fácil.

Isso explica tantos suicídios. Tantos consultórios psicológicos lotados de infelizes que acham que levam a vida que querem.

 

Sei que é só uma fase, é só uma fase, é só uma fase, é só uma fase, é só uma fase, isso logo vai passar.

 

Mas acabei de descobrir algo que me perturbou muito.

Acabei... de... descobrir...

Escrever esse blog é um erro.

 

Eu não sou mais um vilão.

Talvez eu nunca tenha sido.

 

Ou já paguei pelos erros cometidos.

 

And then he asked me “Why so serious, son”?

Why... so... serious?

Let’s put a smile on that face!

 

É só uma fase.

Não buscar a completude.

Só uma fase...

Só... uma... fase...

 

Agora eu sei por que eu gosto tanto do Batman. Ele é humano. Não tem superpoderes. Não sabe voar, e sangra, e chora, e cai, e levanta, e olha em volta e vê que está sozinho, mas franze o cenho e continua. Ele perdeu o básico que todo e qualquer ser humano tem direito. Ele se revoltou. Andou perdido. Encontrou o caminho de casa. E, mesmo sem conseguir, tenta dar o melhor de si todos os dias. Poucos sabem de seu valor. Muitos o vêem como um louco. Mas os poucos que o conhecem a fundo sabem o que ele quer e do que ele é capaz.

 

Why... so... serious...

 



Escrito por Fabrício Rocha às 23h08
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Máquina do tempo

Deus está morto.

Nietzsche

 

Nietzsche está morto.

Deus

 

Continuo pensando muito no conceito de felicidade.

Vinte e dois livros de Filosofia na minha estante me chamam, dizendo “A resposta está aqui”.

Mas eu acho que a Felicidade varia de pessoa para pessoa.

 

Felicidade é poder fazer coisas simples.

Três coisas que me fizeram feliz nesses últimos dias:

 

* Sentar com o Pedrão no Boulevar (Sem cerveja. Larguei disso) e ficamos conversando sobre música, amizade, relacionamento, Filosofia. Foi muito bom. Amo você, cara.

* Estar com o Pedrão, Luck e Edinho no jardim japonês do lago às 3:30 da manhã (frio...) e mandar uma mensagem cheia de S2 para alguém.

* Sentar na frente da minha casa com minhas filhas, uma tigela de morangos com leite condensado e colheres.

 

A felicidade, para mim, se resume a pequenas coisas.

Algumas materiais, sim.

Estava conversando com um amigo meu sobre isso esses dias. Ele é técnico em eletrônica. Ele me disse algo como “Não entendo as mulheres. Como elas podem ficar tão felizes comprando sapatos? E como elas não ficam felizes ao ganhar um jogo de chaves Allen?”

Ou algo assim.

Mas isso ilustra bem o que quero dizer.

Um tanquinho me fez feliz.

Um tanquinho!!!

Se eu achasse o Hot Wheels do Tumbler ou do Batmóvel do filme de 1989, seria o cara mais feliz do mundo por uns 15 minutos, pelo menos.

 

Ah, sim, o título desse post.

Hoje é Terça-feira. Passou um pouco da meia-noite. Vou tentar passar a noite em claro para colocar muita coisa em ordem.

Tenho força de vontade para isso.

Mas adoro dormir...

Em um post próximo digo se consegui ou não. Mas, se me conheço bem, provavelmente, muito provavelmente, direi “Fiz metade e fui dormir. Acordei quebrado no outro dia.”

Ou simplesmente “Desliguei o computador e fui dormir”.

 

Outra razão para chamar esse post de “Máquina do Tempo”. Outro dia, conversando com o Fábio, enquanto ele cortava meu cabelo, ele me disse que “Não adianta trabalhar se, pelo menos, você não for viajar uma vez por ano”.

Decidi.

Vou viajar três vezes nesse ano.

Viagens curtas e baratas, mas será um começo.

Vou ao Playcenter ver o show do Skank.

Vou na Metamorfose, maior festa a Fantasia do país, com o Lennon e o Pedrão.

E vou a Bauru nesse fim de semana assistir ao Batman.

Tem que ser Bauru. Tela digital.

E tem que ser nesse fim de semana.

Esperei muito por isso.

Assistir a um filme do Batman no cinema eqüivale a, digamos, assistir uma copa do mundo ao vivo entre Brasil e Argentina (continuo detestando futebol, antes que me perguntem).

No caso, ainda usando a comparação anterior, quando assisti a “Batman e Robin”, foi como se a Argentina ganhasse de goleada.

Mais uma máquina do tempo: já me vejo contando sobre o filme no próximo post: Jack Nicholson e Tommy Lee Jones que me perdoem, mas Heath Ledger e Aaron Eckhart ficaram perfeitos como Coringa e Duas-Caras...

Veremos.

 

Terceira máquina do tempo.

Já falei sobre isso antes.

Mas...

Enfim, qual a única certeza que temos?

Essa mesma.

Então. De repente, estou aqui escrevendo, meu coração decide parar de bater.

E fui embora sem dizer várias coisas para várias pessoas.

Por isso estou escrevendo meu testamento, para publicá-lo aqui.

Não, não vou deixar nada para ninguém.

Bom, posso deixar meu carnê das Casas Bahia com as últimas prestações do fogão e da geladeira (O tanquinho comprei à vista) ou o saldo negativo no banco.

Mas meu testamento vai ser diferente.

 

Estou escrevendo textos para pessoas que foram importantes para mim.

Só para as que foram importantes. Quem desdenhou de mim já ganha aqui um bonito e prático “Foda-se”.

 

Estou torcendo para não esquecer ninguém.

 

Breve publico. Se tudo correr bem, se o mundo não acabar e... se eu não morrer antes.

 

Máquina do Tempo 1:

Desliguei o computador e fui dormir.

Droga.

 

Máquina do Tempo 2:

Tô quase desistindo de ir para Bauru.

Mas não de ver o Batman.

Se tudo der certo, amanhã estarei com um sorriso de orelha a orelha e com os olhos arregalados em frente à telona...



Escrito por Fabrício Rocha às 20h34
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Mais um desabafo

TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS

MAS ALGUNS ANIMAIS SÃO MAIS IGUAIS

QUE OS OUTROS

George Orwell – A Revolução dos Bichos

 

Não faço a mínima idéia do porquê de eu ter colocado essa frase aí em cima.

É sério, não estou sendo irônico.

Odeio ironia.

Odeio cinismo.

Só servem para machucar.

 

Após o melhor post de todos os tempos, poderia vir o post mais cretino.

Eu não me importaria.

 

O mau do ser humano é pensar?

Passei lendo algo sobre temas como “o fim do universo”, “o que é a consciência humana”, “o aparecimento do surgimento abstrato”, “autoconsciência”... “O que é felicidade”.

Isso me deixou meio pra baixo, pra ser sincero.

Talvez seja o fim do semestre que tenha me deixado assim. Meus alunos de inglês estão de férias e, provavelmente, quando eu estiver preenchendo esse vazio que ficou, eles já terão voltado.

Não gosto de nenhum fim, tenho certeza disso. Tudo tem fim. Meu lado racional sabe disso. Mas tente dizer para meu lado emotivo. Melhor ainda, não diga nada. Meu lado emotivo é meio chorão.

 

Será que só eu penso isso às vezes? “Todo mundo é feliz menos eu?”

 

Ah, antes que eu esqueça, todas as matérias que li sobre felicidade são unânimes em um ponto: temos que cativar e manter amigos para sermos felizes.

Acho que estou bem quanto a isso.

Se bem que... É... Odeio usar meu blog para dar indiretas... Ou não... Mas tenho que fazer isso, pois uma pessoa que gosto demais está sem falar comigo e tenho sentido muito a falta dela.

E não sei o que dizer a ela.

Mas estou triste com isso.

Assisti a dois filmes ontem e hoje, e eles de algum modo mexeram comigo.

O primeiro se chama “Meu monstro de estimação”.

O filme em si não mexeu comigo. Foi um extra. Conta a história de um homem que largou tudo para ir morar na beira do lago Ness para ver se vê o Monstro.

Ele mora lá há mais de quinze anos, se não estou enganado.

Ele é louco? Ou loucos somos nós, por não irmos atrás do que acreditamos, independente do que dirão da gente?

Daí agora acabei de assistir a outro filme. “Os Indomáveis”. Título cretino. Quis pegar a onda de “Os imperdoáveis” do Eastwood. Enfim, nesse filme... Bem, não vou contar o que acontece, mas juntando o fim do semestre que me deixa pra baixo, o homem do lago Ness, tudo isso, fico pensando, sim, estamos aqui por um motivo.

E acabei de descobrir o motivo. Pelo menos para mim.

 

Tomei uma decisão dias atrás. E estou muito feliz com ela.

 

Ah, já estou até vendo. Vão me chamar de louco, de novo.

Enfim.

Estou feliz, isso é o que importa.

Feliz e cansado.

Ajudem-me: caminhar 10 quilômetros para ir para e voltar do trabalho todos os dias, dar aulas à noite... Estou sendo preguiçoso de chegar em casa e não ter coragem de arrumar nada?

Sejam sinceros.

Estou realmente cansado.

Ah, voltando... Não me importo se me chamarem de louco. O Freddy Mercury já dizia “Soon we’ll be dead”...

E, antes que isso aconteça, vou ser feliz.

 

Vou na lan house agora.

 

Preciso de menos cafeína e mais sono.

Preciso de menos filmes e mais vida real.

Preciso de menos planos e mais ação.

Preciso falar menos e pensar mais.

Preciso de menos livros e mais conversa.

Preciso de menos lágrimas e mais estrelas, pôres-do-sol e contemplações de belas paisagens.

Preciso me levar mais a sério.

Preciso gostar mais de mim.

Preciso de menos egoísmo.

Preciso de mais momentos introspectivos.

Preciso voltar a fazer Yoga.

Preciso comer menos.

Preciso de um pouco de conformismo.

Preciso de uma família.

Preciso de alguém ao meu lado.

 

Eu já me considero ao teu lado.

E você?

 

Boa semana a todos.

 

Acabei de reler esse post. Olha a contradição:

 

Odeio usar meu blog para dar indiretas...

 

E, mais embaixo:

 

Eu já me considero ao teu lado.

E você?

 

rsrsrsrsrs

 

Ah, duas coisas que eu também preciso:

Colocar crédito no meu celular. Ou tomar coragem de arremessá-lo no lago, sonho antigo....

Preciso me lembrar o motivo de eu ter feito aquela marca em mim. Aquela que todos perguntam “O que isso significa?” e só eu sei.

Preciso me lembrar que depois dessa marca, não usei mais bombinha pra asma, consegui ir morar sozinho, arranjei amigos incríveis, consegui os empregos de meu sonho e, agora, alguém que vou fazer feliz pro resto da vida.

 

Ficou grande esse post.

 

Amém.



Escrito por Fabrício Rocha às 22h55
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O melhor post dos últimos 31 anos - parte 1 (A parte 2 vem logo abaixo)

Why did I wait?

You told me to wait.

No he’ll never come again.

 

There’s a whole in the world

Like a great black pit

And it’s filled with people

Who are filled with shit

And the vermin of the world inhabit it

But not for long

They all deserve to die

Tell you why, Mrs. Lovett

Tell you why

Because in all of the whole human race

Mrs. Lovett

There are two kinds of men

And only two.

There’s one staying put

In his proper place

And the one with his foot

In the other one’s face

Look at me, Mrs. Lovett, look at you

No, we all deserve to die

Even you, Mrs. Lovett, even I

Because the lives of the wicked

Should be made brief

For the rest of us

Death will be a relief

We all deserve to die

And I’ll never see Johanna

No, I’ll never hug my girl to me

Finish!

Sweeney Todd (Johnny Depp) – Sweeney Todd, the demon barber of Fleet Street

 

Ok. Acabei de fazer 31.

Já vivi mais que o Kurt Cobain, Jim Morrison (ou não...), John Bonham, Jimmy Hendrix, James Dean, Janis Joplin, Ian Curtis, Heath Ledger...

Daqui a pouco, chego no JC.

E aí?

 

O que posso ensinar para os outros?

Fiz uma lista de vídeos do Youtube, CDs, Livros e Filmes.

Mas vai ficar para mim. Não importa o que leiam, assistam ou ouçam.

Não copiem ninguém, sejam vocês mesmos.

 

Sou um vilão. Isso é triste. O que nos torna vilões? Isso é fácil de responder. Sweneey Todd virou vilão por uma injustiça. Darth Vader, Hannibal Lecter e Norman Bates também. No caminho dessa pessoas, houve algum egoísta maldito que só fez com que eles não se sentissem ninguém. Humilharam-nos, fizeram da auto-estima deles algo que só servia para capacho.

Assim como os vilões da vida real. Ted Bundy, John Wayne Gacy, Albert Fish, Pee-Wee Gaskins, Aileen Wuornos...

Assim como eu.

Não estou falando de algo recente. Mas de algo distante, muito distante.

É horrível ser criado em um ambiente onde haja apenas desespero, brigas, nenhuma compaixão, nenhuma compreensão.

Durante toda a minha vida, quando criança, jamais ouvi a palavra “Desculpa”.

Nem para mim, nem para ninguém que me rodeava.

Nunca soube o que era um diálogo.

Não pude conhecer meus irmãos.

Me enganaram.

Me roubaram.

Minaram minha auto-estima.

Daí, como um bom vilão (isso é um oxímoro? Tipo morto-vivo?), cresci desdenhando de todo mundo (Não preciso de ninguém) e falando mal de todo mundo.

O que aconteceu?

Acabei sozinho.

Me fudi.

Daí tentei ser alguém muito presente.

Meloso.

Grudento.

O que aconteceu?

Fiquei sozinho.

Me fudi.

Sério, estudei um bocado sobre a vida dos serial killers. Eu tive tudo para ser um. Ou um drogado. Alcoólatra. Ou coisa pior.

Claro, não sou, nunca fui nem nunca conseguirei ser a pior pessoa do mundo.

Muito menos a melhor.

Mas aprendi.



Escrito por Fabrício Rocha às 20h58
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O melhor post dos últimos 31 anos parte 2

Posso até dizer mais.

 

Sou um vilão regenerado.

Não que um braço meu caiu e nasceu de novo ou algo do tipo.

Mas as pessoas mudam, incluindo os vilões.

Eu acredito nisso, pois é verdade.

Como Darth Vader se redimiu? Matando o imperador, por amor ao filho. O que nos impede de odiar Hannibal Lecter? O sentimento que ele nutre pela Clarice Sterling. Por que não ficamos com raiva de Sweeney Todd? Porque ele realmente ama sua Lucy e sua Johanna.

Então, para eu deixar de ser vilão, eu devo amar?

Mas eu já faço isso. Tenho duas enormes, imensas, imensuráveis paixões chamadas Mary Jane e Melanie.

Mas e se além delas eu achasse alguém para dividir minha vida?

 

Tá. Podem me chamar de tolo. De bobo, ingênuo.

Mas eu quero acreditar no amor.

Que eu nunca encontrei em toda a minha vida. Pois se tivesse encontrado, estaria com alguma pessoa até hoje.

Sim, quero me escandalizar quando um relacionamento acaba, quero ficar triste quando vejo que uma pessoa não sente mais nada pela outra, quero acreditar que um casal pode ficar unido até o fim da vida, quero acreditar que talvez uma pessoa realmente tenha nascido para outra, quero crer que o amor pode vencer tudo, quero achar que a vida é como um daqueles filmes nos quais a Julia Roberts ou a Meg Ryan encontram o príncipe encantado.

Ninguém pode me culpar disso, tudo o que eu sei eu aprendi nos filmes (isso é o nome de um livro).

Mas acho que vou encontrar minha princesa encantada.

Citando Korn:

There’s nothing wrong wanting to be loved

Is there something wrong with me?

(Não há nada de errado em querer ser amado

Há algo errado comigo?)

É difícil achar uma pessoa que goste das mesmas coisas que eu? Que goste de ficar sossegado em casa, que goste de filmes, que goste de conversar sobre literatura ou discos voadores?

E se eu já tiver achado essa pessoa?

E se, por algum acaso, eu não puder tê-la ainda... ter que esperar um tempo, um bom tempo, mas olhar nos olhos dessa pessoa e dizer algo como “vou me guardar para você pelo tempo que for... Mas ainda ficaremos juntos e teremos o resto da vida para termos oportunidades de, por exemplo, ficarmos abraçados embaixo de uma coberta assistindo a um filme numa tarde chuvosa de Sábado com uma garrafa de vinho e um fondue ao lado? Ou de vermos o pôr-do-sol na beira de alguma praia e ficarmos sentados sem dizer nada um para o outro, cabeças encostadas, sentadinhos na areia, só vendo o sol ir embora”...

Eu citaria AudioSlave par essa pessoa:

I’ll wait for you there like a stone

I’ll wait for you there... alone...

(Eu esperarei por você lá sem me mover...

Eu esperarei por você lá... sozinho)

Afinal, segundo Mustaine, “Loneliness is not only felt by fools” (A solidão não é sentida apenas por tolos).

Isso finalmente me redimiria como vilão, concorda?

Daí eu juntaria as filhas que amo, a casa que amo, os amigos que amo, com uma pessoa que seria inteira minha e de quem eu seria por inteiro e apenas dela.

Acordaria de manhã, e além de ficar contente, como já fico hoje, por estar em meu cantinho e estar indo ou trabalhar com tradução, que eu amo, ou para dar minhas aulas de inglês, que eu amo, eu acordaria ao lado dela... E minha vida seria mais que perfeita. E eu estaria vivendo um conto-de-fadas. E temeria muito que aquilo um dia acabasse, que a pessoa fosse embora, que eu fosse demitido, que algum amigo meu me odiasse, que por algum motivo eu magoasse minhas filhas. E oraria em silêncio para mim mesmo e agradeceria a Deus, Buda, Allá, a Força, quem quer que fosse pela minha vida. Não pediria para mudar um segundo de nada do que passei até hoje, pois todos os espinhos que me machucaram ao longo do caminho serviram para me guiar para um mundo onde acordo todos os dias de manhã e, mesmo com a fome na África, mesmo com o preconceito contra negros, judeus e homossexuais, mesmo com o Holocausto, eu tivesse centenas de motivos para sorrir.

Cobain já disse:

I think I’m dumb

Or maybe just happy...

Think I’m just happy.

(Acho que estou louco

Ou, talvez, apenas feliz

Acho que estou simplesmente feliz)

 

Amor fati, Lakf.

Ah, mas não é você que amo. Mesmo tendo ido comigo ao cinema assistir Brokeback Mountain.

Amo como amigo, como irmão, isso sempre.

 

Pra que concordar com Schoppenhauer? Achar que depois de um objetivo alcançado, aquilo perderia a graça e iríamos atrás de outro objetivo, numa constante rotina (olha o pleonasmo) de sucesso/empolgação – fracasso/frustração. Não quero ficar com uma vida estática, mas quero manter a maior parte disso tudo estável, sim.

 

Por que não?

Estou bem assim.

A gente deve mudar. Ô. Claro que deve. Mas agora que tudo está tão bom, não mexe.

Rs.

 

Claro, fui muito pretensioso chamando esse post de “O Melhor”.

Para os outros, talvez.

 

A propósito, Javier Barden. Vilão fodástico, fodástico, fodástico no filme “Onde os fracos não têm vez”. Mas não assistam. Muitos acharão o filme chato. Não copiem ninguém, sejam vocês mesmos.

 

O amor é uma caixa de chocolates com um coração dourado.

 

Bonito isso.



Escrito por Fabrício Rocha às 20h58
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Já passei pelo período "euforia/depressão profunda" de meu aniversário.
Ótimo, posso voltar a blogar agora.
Já volto. Se tudo correr bem, se o mundo não acabar e se eu não morrer.

Rs, quem escreveu "amor fati"? E o que isso quer dizer???



Escrito por Fabrício Rocha às 19h46
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Good and Evil are two Faces of the Same Coin

What you do defines what you are.

Rachel Dawes (Katie Holmes) – Batman Begins

 

Estou com uns posts atrasados... Escrevi um sobre dor, senti muita nos rins quinta, sexta e sábado passados. Vou terminar o que comecei. Depois posto.

O título desse post deveria ter sido “Um dia de fúria”. Dei-me um presente de aniversário essa semana: um tanquinho. Nesse domingão, testei o bichinho. Foi emocionante. Coloquei um monte de camisetas, sabão em pó, amaciante e... Sentei na escada e fiquei tocando violão. He, he, he... Mas não foi isso que me deixou furioso. Foi o fato de ver como nosso país é inculto e gosta de ser desse jeito.

Pessoas próximas de casa colocaram “músicas” – aff – como as do Creu, Piriguete, e a do adultério, bem alto. Meu, QUE NOJO! Como alguém pode ouvir algo assim?

É por isso que essa merda de país não vai pra frente.

Parece que quanto mais podre for a música, mais bestificante a novela, mais fútil o programa de TV, mais sucesso fazem. Como podem assistir ao Faustão, Gugu, Sílvio Santos, Luciana Gimenez e essas porcarias de novela que há quarenta anos têm as mesmas histórias?

É um inferno.

Como podem perder uma hora e meia de suas vidas vendo vinte e dois homens correndo atrás de uma bola e depois perder tempo no serviço para discutir sobre isso?

Nosso país é o recordista de impostos.

Mas o que importa? O Corinthians está na segunda divisão, e há o perigo iminente de o Brasil não participar da próxima Copa. Isso sim é importante.

O ator da novela das oito se separou da atriz da novela das seis. Isso sim faz diferença em nossas vidas.

Quando digo que gosto de meu trabalho, as pessoas recuam horrorizadas. Dizem que brasileiro é trabalhador. É uma pinóia. Fica contando os minutos para irem embora e os dias para o próximo feriado. Ficam arranjando atestado para faltar no serviço e adoram falar mal de tudo o que está relacionado a ele.

 

Mas o que importa para mim é que nesse dia 16/06/2008, recebi o melhor presente de minha vida. Minha filha de seis anos, a Melanie, mandou uma mensagem para mim, via Skype:

 

Paiiiiiiii, eu te amo. Dá até vontade de te abraçar.

 

Foi a coisa mais linda que já ouvi em toda a minha vida. Tanta inocência, tanta pureza, tanta beleza. Valeu a pena ter vivido para escutar (ou ler) isso.

 

E não estou mais furioso.

Assistam futebol. Assistam à Luciana Gimenez. Cantem o Creu, Cantem Piriguete. Minha filha gosta tanto de mim que sente vontade de me abraçar.

Isso é o que importa.

Como dizia Voltaire, o importante é cultivar nosso jardim.

A propósito:

 

I can’t be by your side yet.

But every breath you take, every move you make, every bond you break, every step you take, I’ll be watching you.

Every single day, and every word you say, every game you play, every night you stay, I’ll be watching you.

 

Oh, can’t you see? You belong to me… And my poor heart aches with every step you take.

Escrito por Fabrício Rocha às 18h32
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