Minhas Orações - 2
Quando eu tinha uns 15 anos, comprei um gibi que contava a origem de diversos vilões e heróis da DC. Em uma dessas histórias, Wally west, o Flash, estava no psicólogo, querendo saber o porquê de estar menos veloz. Mas isso não é importante. O importante é que nesse gibi eu conheci outra de minhas orações. É o poema “Se” (If) de Rudyard Kipling, o autor de “O Livro da Selva”. Não conhece? Bem, pelo menos deve ter visto o filme “Mogli” da Disney; ele é baseado na história do livro.
(Estou escrevendo ao som de Lodi, do Creedence Clearwater Revival – bonita e triste...)
O caso é que este poema é uma lição de vida e tento programar meu cérebro para ele agir conforme o poema. Conheçam-no (não é a mesma tradução do gibi):
Se
(Rudyard Kipling)
Se és capaz de manter a tua calma quando todo o mundo ao redor já a perdeu e te culpa;
Se és capaz de crer em ti quando todos estão duvidando, e para esses no entanto achar uma desculpa;
Se é capaz de esperar sem te desesperares ou, enganado, não mentir ao mentiroso, ou sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares e não parecer bom demais nem pretensioso;
Se és capaz de sonhar sem se tornar um sonhador;
Se és capaz de pensar sem que a isso só te atires;
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se é capaz de sofrer a dor de ver mudadas em armadilhas as verdades que disseste, e as coisas por que deste a vida estraçalhadas e refaze-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada tudo quanto ganhaste em toda a tua vida, e perder; e, ao perder, sem nunca dizer nada, resignado, tornar ao ponto de partida;
Se és capaz de forçar coração, nervos, músculos, tudo a dar seja o que for que neles ainda existe e a persistir assim quando, exaustos, contudo resta a vontade em ti que ainda ordena: “Persiste!”;
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes e, entre reis, não perder a naturalidade;
Se entre amigos, quer bons, quer maus, te defenderes;
Se a todos podes ser de alguma utilidade;
Se és capaz de dar, segundo por segundo, ao minuto fatal todo o valor e brilho;
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo,
E o que é mais importante,
Tu serás um homem, meu filho.
Paz, amor, empatia.
Escrito por Fabrício Rocha às 10h21
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