O Blog do Vilão


De novo, a dualidade humana.

Ontem estava muito feliz.
Escrevi um post a seis mãos.
Hoje estou tudo, menos feliz.
Escrevi um post... Sozinho...

É perturbador. Falei de coisas que achei que levaria para o túmulo comigo.

Post a seis mãos. Pééééééééééé

 

Certas coisas realmente pegam fogo.

Castro Alves

 

Esse é o primeiro post escrito a seis mãos.

Tava ficando chato eu só falar de mim.

E eu sempre falo de dois caras e hoje eles estão aqui.

Então, com a palavra, Pedraum e lakf. Não exatamente nessa ordem.

 

Divirtam-se

 

Bem, lakf falando e... Bem, o que se pode esperar de uma noite garciana num Domingo (as 4:30 da manhã..)?

Um “vocës querem mais algo da cozinha” do Boulevar(d?)

Talvez um sertanojo muito estranho com pessoas igualmente estranhas dançando no Postão?

Mas o que mais vale nessa cidade, o que me faz ter um saudosismo talvez até saudável daqui são os amigos. A Má me falar “lakf, vamos nos encontrar pra sair” salvou minha noite.

O Pedrão que já tinha dado a idéia de passear de noite me inspirou a sair. Nem precisou de banho.

E foi solamente isso. Sair com os amigos, O Fabricião brotar, o Nando e o Kusu brotarem e falar muita merda durante a noite, banhados à vodka e vinho, inspirando muita coisa, que literalmente ateou fogo à cidade.

Pois bem. Aqui é o princípio do caos. Deixo o teclado ao Pedrão.

Night dawg.

 

The night is darker before dawn... a não ser q... ahn... coisas queimem... =P

 

A grande graça da coisa toda está ae... a despretensão e o acaso, algo realmente grandioso sair de um momento do qual esperávamos... nada? (Pééééhhhh)

 

“Here’s my card”... burnt...

O valor desses momentos únicos de amizade e cumplicidade (cof cof) é indescritível, não vale a pena perder tempo (e insipiração? Péééh) tentando descrever... mas aquele senso comum de q as coisas não planejadas e inesperadas são sempre mais divertidas sempre se confirma.

 

O calor do momento é algo realmente único, só realmente compreendido por aqueles q o presenciam... (flash!)

Mas, acreditem crianças, vale a pena buscar aquela fagulha de emoção e encantamento de um momento único, fadado a se extingüir como uma chama... quente!

 

Cultivem essa chama (cof cof^2) ardente em seus corações, queimem no ardor dos momentos brilhantes de... ahn... calor intenso dos seus corações (cof cof^3) q representam os momentos q ficaram marcados, como uma queimadura, para sempre em seus espíritos e destinados a tornarem-se cinzas. “Do pó viestes, ao pó retornarás...”

 

Anyone? Wanna talk?

 

Conclusão, vamos todos queimar nas chamas do Inferno... Ou não...

 

Muito bom o Pedrão e o lakf aqui comigo (não sabia que o nome dele era escrito com minúscula. Mal aê).

 

Enfim... Ah, antes que eu me esqueça: assisti ao filme do Batman, duas vezes.

Heath Ledger não deveria ter morrido.

E, sim, Jack Nicholson e Tommy Lee Jones que me perdoem, mas vi as melhores representações do Coringa e do Duas-Caras. Ever.

 

Não sei o que escrever. Meu cérebro não funciona e meus dedos travam. Sono...

 

Enfim.

 

Muito bom esse post. Gostei muito de ter tido a participação do Pedrão e do Lakf, ops, lakf aqui.

 

Boa semana. A todos.

 

Come on, baby, light my fire... Come on baby, light my fire... girl we couldn’t get much higher... try to set the night on... FIRE!

 

Batman

 

I am agent of chaos.

The Joker (Heath Ledger) – The Dark Knight.

 

Não vou falar sobre um herói, quero investigar o que pode dar sentido à vida de um homem que perdeu tudo.

Que perdeu os pais, pais que o amavam de verdade. Que perdeu a mulher de sua vida. Que, mesmo nadando em dinheiro, não vê algo de concreto na própria existência.

Como nos tornamos heróis?

Será que se a gente se tocar um dia que é filho de uma pessoa desequilibrada, que se preocupa apenas com o próprio sentimento de vingança... De uma pessoa que parece não pensar mais em nada a não ser nutrir um ódio mortal, inveja, uma ironia e um cinismo que torna impossível qualquer pessoa ter um fiapo de sentimento por ela... Será que se um dia a gente percebe que a única pessoa para quem você liga e dá a notícia “Minha filha nasceu” responde com um “Semana que vem eu vou aí, agora vai ter muita gente”...

Sério. Eu pedi para passar por isso?

Alguém tem noção da falta que os filhos fazem para um pai? Para um pai que ama as filhas de verdade e não algum ser mesquinho que só vê maldade no mundo?

Alguém sabe o preço que temos que pagar para morar sozinhos?

Às vezes chegar em casa e poder ter paz de espírito é muito bom.

Mas nenhum ser humano é uma ilha.

O preço que pagamos por amar é muito, muito alto.

Dá medo de começar a desenvolver um sentimento por alguém e ver esse sentimento nos fazer sofrer.

Não queremos amar para sofrer. Queremos completar e ser completados.

Ninguém tem o direito de nos fazer sofrer.

A menos que a gente se permita.

Pedrão, eu deveria ter te ouvido. Não buscar a completude em outras pessoas.

 

Repitam comigo:

 

Não buscar a completude em outras pessoas.

NÃO buscar a completude em outras pessoas.

NÃO buscar a completude em outras pessoas.

Nunca buscar a completude em outras pessoas.

NUNCA buscar a completude em outras pessoas.

NUNCA buscar a completude em outras pessoas.

Jamais buscar a completude em outras pessoas.

JAMAIS buscar a completude em outras pessoas.

JAMAIS buscar a completude em outras pessoas.

 

Enfim.

 

Ficar só por ficar é uma idiotice.

Hoje em dia é tudo muito fácil.

Isso explica tantos suicídios. Tantos consultórios psicológicos lotados de infelizes que acham que levam a vida que querem.

 

Sei que é só uma fase, é só uma fase, é só uma fase, é só uma fase, é só uma fase, isso logo vai passar.

 

Mas acabei de descobrir algo que me perturbou muito.

Acabei... de... descobrir...

Escrever esse blog é um erro.

 

Eu não sou mais um vilão.

Talvez eu nunca tenha sido.

 

Ou já paguei pelos erros cometidos.

 

And then he asked me “Why so serious, son”?

Why... so... serious?

Let’s put a smile on that face!

 

É só uma fase.

Não buscar a completude.

Só uma fase...

Só... uma... fase...

 

Agora eu sei por que eu gosto tanto do Batman. Ele é humano. Não tem superpoderes. Não sabe voar, e sangra, e chora, e cai, e levanta, e olha em volta e vê que está sozinho, mas franze o cenho e continua. Ele perdeu o básico que todo e qualquer ser humano tem direito. Ele se revoltou. Andou perdido. Encontrou o caminho de casa. E, mesmo sem conseguir, tenta dar o melhor de si todos os dias. Poucos sabem de seu valor. Muitos o vêem como um louco. Mas os poucos que o conhecem a fundo sabem o que ele quer e do que ele é capaz.

 

Why... so... serious...

 



Escrito por Fabrício Rocha às 23h08
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