Life doens't make sense
Algumas pessoas têm estranhas manias. Se não acendem um canudo feito de papel recheado de alcatrão, nicotina e incontáveis substâncias cancerígenas, ficam se comportando como crianças mimadas, fazendo beicinho, cara feia e aplicando golpes baixos de jiu-jitsu no pobre porteiro do prédio ou no Office-boy da companhia. Outros, se não ingerem líquidos obtidos com fermentação da garapa de cana-de-açúcar ou do melaço e sua posterior destilação (Deusa Wikipedia rules) começam a tremer, babar e ter delírios com discos voadores pilotados por seres que lembram a Scarlett Johansson. E eu? Se eu não escrevo, começo a achar que nada faz sentido. Então volto a escrever. Ta, daí alguém vai me perguntar sobre as entrevistas com os vilões. Deixa pra lá. Fora isso, nem sei mais o que escrever. Parei de escrever porque me expus demais. Exagerei. Não me arrependo de nada que escrevi. O problema é que me dá essas nóias de escrever sempre que algo dá errado. Não quero transformar isso aqui em um Muro das Lamentações. Claro, a Dona Morte resolveu dar as caras e levou minha avozinha. Isso me deixou mal. Mas a Morte faz parte da vida, sempre soube disso. A vida não faz sentido, a morte é auto-explicativa. A vida é complexa, a morte é simples. A vida é cheia de incertezas. Menos uma.
Escrito por Fabrício Rocha às 17h51
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|