Tattoo

Fiz uma tatuagem nova. É minha segunda, na verdade. É um morcego eclipsado por um ponto de interrogação. Essa tattoo gerou alguns dos diálogos mais bestas que já fui obrigado a estar envolvido. Claro que não dei as respostas que estou escrevendo aqui. Mas que deu uma vontade... X: “Você pagou por essa tatuagem?” Eu: Não, veio na cesta básica. X: “Você gosta do Batman?” Eu: Não, achei que um morcego preto numa elipse amarela era o símbolo da Barbie. X: “Você que quis fazer?” Eu: Não, me amarraram e me ameaçaram com um livro do Paulo Coelho. X: “É um morcego?” Eu: Não, é o Bob Esponja. X: “É um ponto de interrogação?” Eu: Não, é uma girafa presa em uma poça de areia movediça passando pelo quarto estágio da morte anunciada, a depressão. X: “Por que você fez?” Eu: Eu sempre quis ter tatuado o Bob Esponja envolto por uma girafa presa em uma poça de areia movediça passando pelo quarto estágio da morte anunciada, a depressão. E a clássica (que eu perdôo): X: “Doeu?” Eu: No começo sim, mas depois me acostumei (dependendo do seu nível de malícia, você vai rir. Ah, safada!) Agora, tenho que admitir, outro dia estive envolvido em um diálogo e eu fui protagonista de uma das perguntas mais cretinas que se tem notícia. X: Fá, hoje é a missa de sétimo dia de Y. Eu: Ele morreu?!?
Escrito por Fabrício Rocha às 09h37
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