O Blog do Vilão


Heróis

Não, não vou falar do Batman.

Nem de ninguém.

Mudei de idéia, não vou mais postar.

Boa fim de semana.

Ou não.

Conexão maldita



Escrito por Fabrício Rocha às 22h32
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Críticas à minha pessoa

 

 

 

Oh! Que horror!

Coloquei uma imagem da Lady Gaga no meu último post.

Estou apelando, não tenho conteúdo e estou chamando atenção pela estética, blá, blá, blá.

Não, eu simplesmente não sabia que a Lady Gaga era essa. Só isso.

E, a bem da verdade, as últimas curvas que admirei com atenção fascinada nos últimos tempos foram as da minha... moto.

 

E ela nem é uma “moooooto”. É uma Suzukinha Yes 125. Nada de excepcional.

Outro dia estava parando sem fazer nada e fiquei a admirando por um longo tempo.

Entende?

Fiquei parado, por um longo tempo, admirando as curvas de uma... máquina.

Isso explica a foto da Lady Gaga no post anterior. Olhar um organismo vivo deve ser melhor para a sanidade mental de uma pessoa do que ficar olhando para uma Suzuki.

(Pessoas da Suzuki, não me processem, amo minha moto)

E o pior é que eu realmente amo minha moto. Parece um daqueles namoros que você começa sem gostar muito da pessoa e, quando percebe, já não pode mais viver sem ela. No começo, olhava para ela ressabiado, pensando "Isso cai que é uma beleza". Agora, todas as manhãs, dou bom-dia e pergunto se ela dormiu bem à noite. Não faça essa cara, meu melhor amigo é um felino preguiçoso, nada mais justo que minha melhor amiga seja uma máquina que me faz cair no chão, estragar minha jaqueta de couro e a única calça da Levis que consegui comprar.

O relacionamento com ela é bom, se querem saber. E com as inúmeras vantagens de que ela não muda de humor constantemente e sem motivos, não se esforça para te entender nem quer que você a entenda a todo custo, não tem nóias do tipo “você vai ficar olhando para outras motos”, sem aqueles longos e intermináveis silêncios, sem TPM, sem discutir relação.

Feministas de plantão, isso que está escrito aqui não é uma verdade incontestável. É um blog besta, por favor.

Voltando ao assunto... É, estou mesmo apaixonado.

Esses dias, saí da casa de um amigo meu, tarde da noite, de camiseta, bermuda, mochila pesada nas costas... e estava chovendo.

Uma das coisas que eu mais odeio é tomar chuva, diga-se de passagem.

Mas, inacreditavelmente, a experiência toda foi... ótima.

E, dias antes, estava saindo de uma fazenda onde estava acontecendo um acampamento, e alguns pequenos e fedorentos cãezinhos vira-latas atinaram que queriam meu autógrafo. Saíram correndo, abanando o rabo e latindo, não nessa ordem, atrás de mim.

O problema é que havia uma grande subida, com declives e minha moto, como eu já disse, é 125. Nada potente.

Foi quase emocionante e quase fiquei com adrenalina no corpo. No final, os cãezinhos pequenos e fedorentos não conseguiram me alcançar. Mas deve ter sido cômico me ver tentar subir morro acima, desesperado, com uma moto 125, quase caindo.

 

Mas sejamos francos, qual imagem você prefere? Suzuki 125 ou Lady Gaga?

 

 



Escrito por Fabrício Rocha às 01h47
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Feedback song for a dying friend

Antes que alguém me pergunte, não tenho nenhum amigo morrendo.
Não que eu saiba, nem que eu queira que isso esteja acontecendo.

Post randômico, para variar.

Olho para a playlist que estou ouvindo. Inevitável não compará-la com a vida (não só a minha).

Alice in Chains - Love, Hate, Love: Às vezes nossa existência é insuportavelmente melancólica e depressiva como essa canção.

Mick Jagger & Dave Stewart: Old habits die hard: Outras vezes, ela é animadora, bela, poética...

Todd Edwards - Critters have feelings: Isso quando ela não é inocente e alto astral.

RadioHead - Fake Plastic Trees: Daí pensamos que se aquela coisa chamada "amor" realmente existe (resposta: Não. Incorporei o House, M.D. Foda-se).

Guns n' Roses - Hair of the Dog: O que importa é quando ela nos faz ver que se estamos vivos, vamos aproveitar. Esquentar a cabeça para quê?

Teoria do "E daí? Foda-se"

Melhor que teoria é a prática. Leiam esse diálogo baseado em fatos reais:

Quelqu'un: Fabrício, sua calça é curta demais.
Moi: E daí?
Quelqu'un: Quando você anda de moto, suas canelas aparecem.
Moi: Foda-se.

Et ils vécurent toujours heurex - And they lived happily ever after - E todos viveram felizes para sempre.

Às vezes precisamos falar palavrões:

Aquela porra daquela "Poker Face" é cantada por isso:

Ah, tá. Foi mal, desculpa aí.

Suspiro...



Escrito por Fabrício Rocha às 01h30
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Dúvida(s)

“Nosso cérebro é uma máquina programada para extrair sentido do mundo”.

Que legal isso.

O que acontece com quem não vê sentido no mundo? Começa a andar pelas ruas em trajes imundos murmurando frases sem sentido? Tira a própria vida? Levanta as mãos para os céus vazios? Abre uma cerveja? Vira para o outro lado e dorme?

No dia que voltei a escrever meu blog, vi que havia um comentário anônimo em meu último post – “talvez as coisas não aconteçam quando não seja certo acontecer”. Concordo plenamente, mas juro que não entendi. Alguém pode me dar uma luz? Fiquei curioso quanto a isso.



Escrito por Fabrício Rocha às 17h47
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Randomicidade

Há um filme com o Benício del Toro e com a Halle Berry que se chama "Coisas que perdemos pelo caminho".
Ou eu sonhei.

Há um outro que se chama "Adaptação" com o Nicolas Cage. Ele interpreta o Charlie... Hã... Kaufman (Acho que é assim que se escreve).
Um roteirista que está com bloqueio.
Ele pergunta a um escritor o que aconteceria se ele escrevesse uma história onde nada acontecesse.
E o outro responde, "como assim nada acontece? Pessoas morrem, nascem, toda hora acontece algo diferente".
Não são bem essas as palavras, mas o sentido geral é esse.

Há um outro chamado "Clube da Luta".
Um cara desiste de sua vida medíocre para fazer tudo o que tem vontade. De verdade.

E outro chamado "Sociedade dos Poetas Mortos".
No qual eles explicam, da forma mais poética possível (dã), o tal do "Carpe Diem".

Junte tudo isso.

E foda-se.

(O negócio é sempre surpreender. Ninguém esperava esse final, tenho certeza)

 

 



Escrito por Fabrício Rocha às 00h15
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O Professor ataca novamente

Antes que eu me esqueça, meu último post foi digno do Twitter. 132 caracteres sem espaço.

Hoje em dia todo mundo se acha no direito de corrigir todo mundo.

Bem, isso não é problema meu.

Dêem uma olhada nisso aqui:

 

 

É parte do aplicativo “Google Desktop”, que fica na área de trabalho de meu computador. Ele fica atualizando notícias, clima, permite que se faça pesquisas no Google e na Wikipedia, além de ficar passando um slide com minhas fotos. Bacana. Na foto, estou eu (quando tinha cabelo) a as duas meninas mais lindas do mundo, a Mary e a Melanie.

Mas não é isso o que estou querendo mostrar aqui. Olhem a manchete que aparece logo abaixo. Tinha que ser do G1, os campeões em bola fora que adoram escrever sandices.

Não reparou nada de estranho na manchete? Leiam de novo.

 

 

 

Agora me expliquem como alguém anuncia a sexta morte um paciente? Ele morreu mais cinco vezes antes dessa? Ele é quem, o Jason Voorhees? O Connor MacLeod? O Chuck Norris? O Jack Bauer? O...



Escrito por Fabrício Rocha às 13h39
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Anjos

Eu queria ser um anjo.

 

Mas não um anjo emo, como os das pinturas renascentistas, um anjo como o daqueles do filme “Cidade dos Anjos”.

Eles usam sobretudo.



Escrito por Fabrício Rocha às 11h06
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Niilismo

Acho que finalmente estou entendendo o que é niilismo. Acho que eu tenho isso. Mas não o niilismo emo ao qual se referiam os franceses na época da Revolução. O meu niilismo é daqueles que prega o Nietzsche, o niilismo ativo, aquele que o cara senta e espera o trem chegar, mesmo isso não fazendo o menor sentido.

 

Não quero mais escrever, sou niilista. Vou colocar citações, é mais divertido.

 

I think I’m dumb... Or maybe just happy. I think I’m just happy...

Kurt Cobain – Dumb

 

Society... You’re crazy breed... I hope you’re not lonely... without me.

Eddie Vedder – Society

 

Chega.



Escrito por Fabrício Rocha às 14h36
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Zumbis

Um dos motivos pelos quais parei de escrever em meu blog é que quase nunca termino o que começo. Será que se eu tomar um ou outro medicamento tarja preta eu resolvo isso? Provavelmente...

O outro motivo é meu filho. Ou, melhor, meus filhos. Antônio, Renata, Cauré [!] e Pedro Henrique. Meus zumbis. É um projeto que acalento há anos e, finalmente, está indo para o papel. Quando lançá-lo, aviso a todo mundo.

Claro, se eu conseguir lançá-lo. E se o mundo não acabar. E se eu não morrer.

E virar zumbi.



Escrito por Fabrício Rocha às 17h32
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Tattoo

 

 

Fiz uma tatuagem nova. É minha segunda, na verdade. É um morcego eclipsado por um ponto de interrogação.

Essa tattoo gerou alguns dos diálogos mais bestas que já fui obrigado a estar envolvido.

Claro que não dei as respostas que estou escrevendo aqui. Mas que deu uma vontade...

 

X: “Você pagou por essa tatuagem?”

Eu: Não, veio na cesta básica.

 

X: “Você gosta do Batman?”

Eu: Não, achei que um morcego preto numa elipse amarela era o símbolo da Barbie.

 

X: “Você que quis fazer?”

Eu: Não, me amarraram e me ameaçaram com um livro do Paulo Coelho.

 

X: “É um morcego?”

Eu: Não, é o Bob Esponja.

 

X: “É um ponto de interrogação?”

Eu: Não, é uma girafa presa em uma poça de areia movediça passando pelo quarto estágio da morte anunciada, a depressão.

 

X: “Por que você fez?”

Eu: Eu sempre quis ter tatuado o Bob Esponja envolto por uma girafa presa em uma poça de areia movediça passando pelo quarto estágio da morte anunciada, a depressão.

 

E a clássica (que eu perdôo):

 

X: “Doeu?”

Eu: No começo sim, mas depois me acostumei (dependendo do seu nível de malícia, você vai rir. Ah, safada!)

 

Agora, tenho que admitir, outro dia estive envolvido em um diálogo e eu fui protagonista de uma das perguntas mais cretinas que se tem notícia.

 

X: Fá, hoje é a missa de sétimo dia de Y.

Eu: Ele morreu?!?



Escrito por Fabrício Rocha às 09h37
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Love kills

 

I’m not bad. I’m just drawn that way.

Jessica Rabbit – Who framed Roger Rabbit

 

Ok, Anninha, você pediu, voltei a escrever em meu blog.

Não sei o que escrever, para ser bem sincero.

Dias atrás aconteceu algo, no mínimo, estranho. Chorei ao assistir a um filme. Sou humano.

Há filmes que eu não consigo assistir sem derramar lágrimas, no fim. “Cinema Paradiso”, “Beleza Americana”, “O Sexto Sentido”, “Gladiador”. Chorei ao ler as três primeiras páginas de “Marley e eu”. O engraçado é que só tinha o índice.

Peraí, eu já falei sobre isso. Fico anos sem escrever no meu blog e, quando finalmente faço isso, repito assunto.

Òtimo.

Ah, não disse qual foi esse último filme que me fez chorar, né? Nem vou dizer.

A propósito, eu não sou mau, só não gosto de sair do personagem.



Escrito por Fabrício Rocha às 13h54
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Life doens't make sense

Algumas pessoas têm estranhas manias. Se não acendem um canudo feito de papel recheado de alcatrão, nicotina e incontáveis substâncias cancerígenas, ficam se comportando como crianças mimadas, fazendo beicinho, cara feia e aplicando golpes baixos de jiu-jitsu no pobre porteiro do prédio ou no Office-boy da companhia. Outros, se não ingerem líquidos obtidos com fermentação da garapa de cana-de-açúcar ou do melaço e sua posterior destilação (Deusa Wikipedia rules) começam a tremer, babar e ter delírios com discos voadores pilotados por seres que lembram a Scarlett Johansson.

E eu?

Se eu não escrevo, começo a achar que nada faz sentido.

Então volto a escrever.

Ta, daí alguém vai me perguntar sobre as entrevistas com os vilões.

Deixa pra lá.

Fora isso, nem sei mais o que escrever. Parei de escrever porque me expus demais. Exagerei. Não me arrependo de nada que escrevi. O problema é que me dá essas nóias de escrever sempre que algo dá errado. Não quero transformar isso aqui em um Muro das Lamentações.

Claro, a Dona Morte resolveu dar as caras e levou minha avozinha. Isso me deixou mal. Mas a Morte faz parte da vida, sempre soube disso. A vida não faz sentido, a morte é auto-explicativa. A vida é complexa, a morte é simples. A vida é cheia de incertezas. Menos uma.



Escrito por Fabrício Rocha às 17h51
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AVISO AOS NAVEGANTES

O dEMÓSTENES estah vivu i paça ben.

Afinau de contas, naum eh fassiu intreviztar um geday fodazticu y sair soh cum dor di gargangangarta.

Masi otras intrevizta jah taum pronta i breve seraum pubricadas.

Gargameu, Godisila, geison vorrris, predador, aliem...

Aguardi.

HEMENGARDA - diretora, redatora, iluminadora, servente de pedreiro e vigia noturna. Ou não.



Escrito por Fabrício Rocha às 22h55
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Entrevista da semana

[Antes de começar a entrevista, nosso repórter muito estranhamente está tentando pegar uma mosca com a língua]

Demóstenes Astolfo Dias– Boa noite a todos. Seguimos hoje com a nossa série de entrevistas com os maiores vilões da cultura pop. Semana passada, tivemos a honra de entrevistarmos um membro da Realeza. Hoje temos um membro do Império. Ele nasceu no distante planeta de Tatooine, correu em pods, enfrentou monstros, viajou pelo universo e foi a segunda pessoa mais importante de todas as galáxias. Com vocês, Darth Vader. Boa noite.
Darth Vader – [Permanece impassível].
Demóstenes – Boa noite, Darth Vader. Começamos a entrevista.
Darth Vader – [Não reage]
Demóstenes – [Vira para a produção e sussurra para Hemengarda, a diretora do programa] Ele é surdo? [Vira-se novamente para o entrevistado e fala em um tom de voz mais alto] Boa noite, Darth Vader!!!
Darth Vader – [Ouve-se apenas sua respiração, bastante alta].
Demóstenes – [Vira os olhos e suspira] Lembrei. Boa noite, my lord.
Darth Vader – Boa noite.
[A produção do programa suspira aliviada]
Demóstenes – É um grande prazer tê-lo aqui essa noite.
Darth Vader – O prazer é... meu. Só... meu.
Demóstenes – [Olha receoso para o entrevistado] Como tem sido sua vida agora que acabaram os filmes?
Darth Vader – Tenho participado de muitas convenções de fãs, dado muitas palestras em Universidades. Fiz algumas peças de teatro e alguns comerciais para a TV.
Demóstenes – Sim, eu vi o comercial de filtro solar que você fez.
Darth Vader – Além disso, estamos lançando vários produtos baseados na tecnologia do sabre de luz. Lançamos o canivete suíço de luz, o palito de dente de luz, o bisturi de luz, os talheres de luz, espeto para churrasco de luz, jogo de dardos de luz...
Demóstenes – E você não...
Darth Vader – Os espetos para petiscos de luz, a furadeira de luz, a britadeira de luz, o motor para tratamento de canal de luz, as tachinhas de luz, agulhas normais, de crochê e de tricô de luz, alfinetes de luz, prendedores de fraldas de luz...
Demóstenes – E você não...
Darth Vader – Os pregos e parafusos de luz, alicates de unha de luz, serras de luz, cotonetes de luz, supositório de luz...
Demóstenes – Algo mais?
Darth Vader – Não. Ah, tem a escova de dentes de luz, o fio dental de luz, o furador de orelhas de luz...
Demóstenes – Você não gostaria de tirar a máscara?
Darth Vader – Ah, sim, seria ótimo, obrigado. [Tira a máscara]
Demóstenes [Observa o rosto de Darth Vader sem máscara por alguns instantes e engole em seco] Não gostaria de colocar sua máscara de novo?
Darth Vader – [Colocando a máscara novamente] Toda vez é a mesma coisa, ninguém consegue conversar comigo olhando nos olhos...
Demóstenes – Eu percebo que sua roupa é bastante desconfortável. Você sempre fica vestido da cabeça aos pés. Essa sua armadura deve pesar bastante, sua roupa é preta, o que deve fazer com que você sofra muito quando vem visitar países tropicais como o Brasil. Você usa uma capa e... Por baixo da capa, isso é uma... saia?
Darth Vader – Na verdade, é mais uma espécie de...
Demóstenes – Gay... gay... gay... gay...
Darth Vader – Como disse?
Demóstenes – Você poderia me explicar como funciona a Política no espaço Sideral? Há certas coisas que eu não entendo. Há muito nepotismo, não? Do nada, o Palpatine te deu um cargo de confiança importantíssimo. Ele nem te conhecia direito, mas fez de você seu braço direito e Lord dos Sith. Pode explicar isso?
Darth Vader – O imperador Palpatine fez isso porque ele é...
Demóstenes – Gay... gay... gay... gay...
Darth Vader – Hã?
Demóstenes – E a Amidala? Primeiro ela era rainha, depois virou senadora... Como assim?
Darth Vader – Ah... Amidala...
Demóstenes – Em todas as pesquisas sobre os piores vilões ou os vilões mais legais de todos os tempos, seu nome sempre é citado. Todos dizem quão amedrontador, quão perverso, quão mau você é. Mas nunca se preocuparam em ver que você passou a infância como escravo, sendo explorado por aquele canalha do Watto, que você foi separado de sua mãe muito cedo para ir para o treinamento Jedi, e que depois você a encontrou agonizando, que você perdeu sua esposa, a pessoa que mais amava, e não acompanhou seus filhos durante a vida deles. Isso tudo não fez com que você fosse uma pessoa sofrida? Abra seu coração para a gente, como foi ter uma vida tão trágica?
Darth Vader – [Abaixa a cabeça, pensativo] Para ser sincero, o que você disse é bem verdade... Tudo o que eu queria era ser feliz ao lado de minha...
Demóstenes – Gay... gay... gay... gay...
Darth Vader – Como disse?
Demóstenes – Você trouxe seu sabre de luz? Posso vê-lo?
Darth Vader – Claro. Aqui está.
Demóstenes – Como funciona?
Darth Vader – Basta apertar esse botão vermelho aqui.
Demóstenes – Aperto uma vez e solto ou mantenho pressionado? Não há uma trava de segurança nisso aqui?
Darth Vader – Não.
Demóstenes – Você nunca ativou acidentalmente seu sabre de luz em uma hora imprópria?
Darth Vader –Sim, mas eu pensei no Jabba the Hutt e tudo voltou ao normal.
Demóstenes – [Faz cara de quem não entendeu] Então para ligar basta eu...
Darth Vader – Cuidado!!!
[Demóstenes aciona o sabre de luz e corta uma das mãos de Darth Vader. Ambos olham para a mão caída no chão]
Demóstenes – Puxa vida, que acidente horrível. Sinto muito.
Darth Vader – Não tem problema, isso acontece o tempo todo na minha família.
Demóstenes – Voltando ao tema do Império. Vamos pensar o seguinte: você construiu a Estrela da Morte. Pelo que vi na Wikipedia, ela tinha um diâmetro que ficava entre 120 a 160 quilômetros. Duzentos e sessenta e cinco mil e seiscentas e setenta e cinco pessoas trabalhavam nela. Uma pergunta: pra que isso?
Darth Vader – A estrela da morte era o maior orgulho do império. Nunca na história do universo houve arma tão poderosa. Era capaz de destruir um planeta inteiro. Foi o que fizemos com...
Demóstenes – Alderaan, o planeta onde a Princesa Léia foi criada.
Darth Vader – Exato.
Demóstenes – Qual a vantagem disso?
Darth Vader – Como?
Demóstenes – Qual a vantagem de destruir um planeta inteiro?
Darth Vader – Semear o medo no coração de nossos inimigos.
Demóstenes – Hum... Sei. E já dizia o Yoda que o medo era o caminho para o lado negro. Então, ficando com medo, todos iriam para o lado negro e não teríamos mais combates de sabres de luz. Aliás, eu nunca entendi por que os caboclos do lado negro sempre usavam sabres de luz com feixes vermelhos.
Darth Vader –Vermelho é a cor que inspira...
Demóstenes – Gay... gay... gay... gay...
Darth Vader – Disse algo?
Demóstenes – Não. A propósito, voltando ao tema do planeta, pra que destruir um planeta inteiro? Você matava os inimigos, mas também acabava com um ponto estratégico em uma batalha, pulverizava todas as riquezas que poderiam ser pilhadas, matava todos os possíveis escravos ou soldados...
Darth Vader – Não somos piratas...
Demóstenes – E pra que fazer algo tão grande que um simples mané com um caça x-wing sozinho, repito, sozinho, conseguiu destruir?
Darth Vader – Bem, mas depois refizemos a estrela com quase o dobro do tamanho.
Demóstenes – E um bando de rebeldes em condições precárias e com ajuda de um monte de bichinhos fofinhos conseguiram destruir.
Darth Vader – ...
Demóstenes – Fala sério, pegou muito mal para o Império ser derrotado por um bando que nem armas tinha direito. E o que é pior, duas vezes. E o que é pior ainda, na segunda vez, foram ajudados por... ewoks. O que eram aqueles bichos? Ursinhos Puff siderais?
Darth Vader – O que são...
Demóstenes – Percebi nos filmes que você tem um poder muito grande, que consegue levantar e locomover objetos muito maiores que você. Teoricamente, você nem precisaria de braços nem pernas. Por que você colocou esses braços e pernas mecânicos? Era só usar a força para se locomover ou lutar.
Darth Vader – Eu não posso usar a força...
Demóstenes – Sei que você é durão, poderoso, fodástico, mas também é um grande mané. Nego sempre te enganou: primeiro foi o imperador que te disse que foi você mesmo quem matou a Amidala, depois foi o Obi-wan Kenobi que escondeu seus filhos de você... Mas o que eu não engulo é que você acredita até hoje que não teve pai, que é filho duns bichinhos chamados midi-chlorians... Puxa, tá me dando algo engraçado na garganta, parece que estou sufocando. Só uma última pergunta antes de terminarmos a entrevista... Cóf, cóf... A Amidala parecia muito aquela atriz, a Natalie Portman... Cóf... Argh... Você assistiu àquele filme, "Closer"? Ela era igualzinha mesmo... Cóóóóóóffff...

[A entrevista teve que ser cortada aqui pelo motivo de nosso repórter ter ficado afônico]

Próxima entrevista (se o Demóstenes recuperar a voz): Gargamel



Escrito por Fabrício Rocha às 17h44
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Entrevista com o vilão

Sempre temi que esse dia chegaria, mas chegou.

O Blog não me pertence mais.

Foi por opção minha, diga-se de passagem.

Explico. Cansei de escrever sobre mim mesmo. Tudo bem, já enfatizei bastante que a definição de blog é “diário virtual na Internet” ou coisa que o valha, porém eu estava sempre falando das mesmas coisas.

Mas algumas pessoas ainda lêem isso aqui. Não seria justo deixá-las na mão. Então fiz uma seleção. Coloquei um anúncio e chamei vários repórteres para ver quem ficaria escrevendo no meu lugar até eu ter assuntos diferentes de novo.

O vencedor foi o Demóstenes.

Sei, nome estranho (Foi mal, Demóstenes).

E ele, para ser sincero, nem é um repórter de verdade. Ele apareceu aqui por acaso no dia das entrevistas. Ele é o cobrador das casas Bahia que veio pegar minha geladeira de volta por falta de pagamento. Mas como ele foi o único entrevistado que conseguiu escrever “exceção” corretamente e não ficou fazendo perguntas inconvenientes sobre cestas básicas e coisas do tipo, ganhou o cargo. E eu não perdi minha geladeira.

Sei que o máximo que ele fez foi a quinta série no MOBRAL e tem um diploma do curso de datilografia forjado pela filha do dono da escola, com quem ele tinha um caso (com a filha, não com o dono), e a única referência que ele me deixou foi uma foto com sua mãe (com a dele, não com a sua) mas sei que ele vai fazer bonito aqui no blog.

Ah, antes que eu me esqueça, a função dele é entrevistar vilões, afinal, isso ainda é o Blog do Vilão. Não permiti que ele falasse da vida dele. O único porém é que ele terá que colocar as transcrições das entrevistas, não dá para pôr vídeos aqui por enquanto. E onde ele vai arranjar vilões e como vai fazer para entrevistá-los é problema dele. E peço encarecidamente que ele não dê uma de Jô Soares e deixe os entrevistados falarem. Aí embaixo vocês podem conferir a primeira entrevista dele. Bem, não a primeira, pois a primeira de verdade deu alguns problemas... Um dia ele conta a vocês.

Bem, odeio despedidas. Elas me fazem chorar. Adeus, todo mundo. Seja bem-vindo, Demóstenes.

 

Entrevista com o Vilão!!!

 

Demóstenes Astolfo Dias– Olá. Eu já fui apresentado no texto ali em cima, então vou direto ao assunto. A cada semana, vou entrevistar um vilão diferente, seja ele vindo do cinema, dos quadrinhos ou da literatura. Como sou adepto da filosofia “As damas primeiro”, temos aqui hoje não um vilão, mas uma vilã. Boa tarde, Rainha Má.

Rainha Má da Branca de Neve – São nove horas da noite, cretino.

Demóstenes – Eu é que agradeço a sua presença aqui.

Rainha Má – [Vira os olhos e faz gesto de negação com a cabeça]

Demóstenes – Bem, minha primeira pergunta é: Você é rainha de onde?

Rainha Má – Hã... Eu...

Demóstenes – E como conseguiu o cargo? As circunstâncias nas quais seu marido, o Rei, morreu, não foram muito bem esclarecidas. Voltemos aos fatos. A população de... Seja lá onde for que você era rainha... estava insatisfeita com o fato de ele ter ficado viúvo e logo em seguida já ter se casado novamente.

Rainha Má – Ele tinha uma filha pequena e queria que ela tivesse uma mãe.

Demóstenes – Certeza que vocês não vieram da Inglaterra? O Rei, como todo bom inglês, só trocou de mulher quando conheceu uma mais feia. Veja os exemplos do John Lennon, Príncipe Charles...

Rainha Má – ...

Demóstenes – Voltando, além de o Rei ter se casado tão depressa, casou-se com você. Diga-me, o que fazia antes de ser rainha?

Rainha Má – Eu cuidava da casa...

Demóstenes – Da Luz Vermelha. Eu sei. Você gerenciava garotas de programa para todos os maridos infiéis do reino. Sua fama se espalhou bastante.

Rainha Má – [nada diz, apenas olha atônita para o entrevistador]

Demóstenes – Depois que seu marido morreu e você se tornou a única regente, qual foi a sua primeira medida em relação ao seu reino?

Rainha Má – Eu... procurei... hã... ouvir...

Demóstenes – O Espelho Mágico. Vamos ser sinceros. Com um monte de perguntas realmente importantes, você passava os dias fazendo a mesma pergunta para o pobre espelho. [Imita a voz da Rainha] “Espelho, espelho meu, há alguém no reino mais bonita do que eu”? Ora, francamente. Você ainda possui esse espelho?

Rainha Má – Sim, está no meu palácio.

Demóstenes – [Tira uma folha de papel amarelada do bolso e entrega para a Rainha] Por gentileza, faça essas perguntas aqui para o espelho. São bem mais interessantes.

Rainha Má – [Tira seus óculos da Bolsa Prada e lê a lista com uma expressão aborrecida e arrogante].

Demóstenes – [Assobia uma bela melodia]

Rainha Má – [Olha Demóstenes por cima dos óculos] “Qual a fórmula da Coca-Cola”?

Demóstenes – [Assente, empolgado]

Rainha Má – “Qual o MSN da Scarlett Johansson”?

Demóstenes – E o celular, se possível.

Rainha Má – “Quero saber se você cospe ou engole”. Pelo amor de Deus, estamos falando de um espelho! [Amassa a lista e a arremessa longe]

Demóstenes – [Olha para a lista por alguns segundos e seus olhos se enchem de água.] Hã... Ok... Agora eu teria que dizer uma palavra e você me diria a primeira coisa que viria à cabeça, mas isso não teria graça. Eu diria “ator”, você diria “Steve McQueen”, “Atriz”, “Queen Latifah”, “Música”, “Dancing Queen”, “Banda”, “Queen”... Seria chato. Tudo bem. Onde eu parei? Ah, sua forma de governo. Quais foram seus planos para saneamento básico do reino?

Rainha Má – Distribuí rolhas para a população.

Demóstenes – Alimentação?

Rainha Má – Não precisei fazer nada, eles comiam as rolhas.

Demóstenes – Medicina?

Rainha Má – Contratei o Mengele, o Farah Jorge Farah, Marcel Petiot, Harold Shipman, Edson Izidoro Guimarães...

Demóstenes – Educação?

Rainha Má – Ensinei a plebe a pedir desculpas depois de arrotar.

Demóstenes – Segurança?

Rainha Má – Eu tinha dois, o Jack Bauer e o Chuck Norris.

Demóstenes – Reforma Agrária?

Rainha Má – Mandei os sem-terra para Marte. Bastante terra vermelha para plantarem cana.

Demóstenes – Estradas?

Rainha Má – A estrada de Tijolos Amarelos de Oz. Obra superfaturada, CPIs, uma dor de cabeça...

Demóstenes – Água e Esgoto?

Rainha Má – A população confundia, fazia suas necessidades em uma e tomava o outro.

Demóstenes – Voltando ao tema do espelho, você não acha que ele, na verdade, era uma metáfora para a exteriorização de seus desejos frustrados? Veja bem, uma mulher que de repente vira rainha, fica viúva, tem todo o luxo possível e imaginável, um reino só para si, ouro e jóias... Ela se olharia no espelho e se acharia a mulher mais bonita do mundo. Não que ela fosse, mas seria o sentimento sobre si mesmo exteriorizado por uma simbologia mitológica, como o espelho de Galadriel do Senhor dos Anéis. Mas essa mesma mulher vê a enteada entrar na adolescência, começar a ficar com os seios fartos, os lábios carnudos, os quadris largos, os olhos que chamavam para o pecado... Ela começa a se sentir intimidada, sua auto-estima cai, ela percebe os pés-de-galinha e a flacidez tomando conta de seu corpo e o espelho começou a “dizer” que Branca de Neve era a mulher mais linda. Não foi muita coincidência, com tanta gente no mundo, o espelho achar justo você e depois a garota as mulheres mais lindas?

Rainha Má – Eu... Nunca...

Demóstenes – E, sejamos ainda mais francos, nunca achei a Branca de Neve muita coisa. Ela poderia ter cabelos negros como o ébano, os lábios vermelhos como rubi e a pela branca como a neve... Mas era feia que dava dó. E você também não é lá essas coisas – nada pessoal, diga-se de passagem.

Rainha Má – [Gagueja algo incompreensível]

Demóstenes –Mas algo que eu nunca me conformei, além de fazer perguntas inúteis para o espelho, por que você não usou sua magia e simplesmente ficou mais bonita do que Branca de Neve? Para que toda aquela história de mergulhar uma maçã em sonífero e virar uma velha para enganar a garota? Fizesse um encanto para ficar mais bonita, tão mais fácil. Ou melhor, você era a rainha, podia gastar com o que quiser... Colocasse um botox, silicone, fizesse uma dieta, spinning, pô, você ia ficar...

Rainha Má – [Retoma a compostura] – Na minha época, aos vinte anos, as mulheres já haviam parido oito filhos, estavam desdentadas, gordas, cheias de celulite, estrias e com tudo caído. Olha isso aqui. [Fica de pé e deixa o vestido cair].

 

[Alguém manda interromper a entrevista, a imagem some por instantes. Quando volta, a Rainha está novamente em seu lugar, vestida, olhando para o espelho e retocando a maquiagem, mas o entrevistador sumiu como por encanto. Momentos depois, ouviu-se apenas os gritos das funcionárias do estúdio quando encontraram um enorme sapo segurando um microfone]

 

Próxima entrevista (se conseguirmos achar nosso repórter): Darth Vader.



Escrito por Fabrício Rocha às 12h54
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